O relatório da ONU define economia criativa no Review of the Creative Industries como um setor que gera renda e empregos, que está em intenso crescimento e tem como característica as trocas culturais e econômicas. Ainda segundo a avalição da ONU, a qualidade de vida, bem-estar social e o diálogo, são pontos positivos impulsionados por essas atividades.
Em outro relatório realizado pela Unesco em conjunto com a EY, cerca de 3% do PIB mundial (mais de U$2,25 trilhões em receita) está relacionado à economia criativa. A estimativa de crescimento até 2021 era de que a média mundial passaria de 4,2%, o que será divulgado em breve após finalização de novo relatório em 2022.
O grande fator facilitador no campo de estudos e conhecimento foi o crescimento de plataformas que oferecem cursos online. Em recente censo realizado em 2021 pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa), foi constatado um crescimento de 378,9% na modalidade EAD. O comparativo analisou dados entre 2009 e 2019 e destaca que no primeiro ano 330.000 estudantes investiam na modalidade e no último ano chegou a 1 milhão e meio de estudantes. Rafael Carvalho, COO da HeroSpark, plataforma unificada para empreendedores destaca: “As pessoas que ainda tinham um receio de aderir à modalidade foram conduzidas a investir nos cursos online, sejam eles livres, de graduação, gratuitos ou pagos.”
Os que se destacam como os mais procurados para estudo são os de trabalhos manuais, artesanato e trabalhos artísticos de acordo com Educa Mais Brasil.
Henrike Gomes, coordenador de marketing da Compactor, empresa de instrumento de escrita que oferece cursos à distância de capacitação profissional na plataforma Compactor Play, acredita que “Toda fase traumática experimentada em massa na sociedade acaba fazendo emergir recursos onde o ser humano busca amenizar o trauma sofrido e arte é um recurso poderoso onde se pode descobrir um hobby novo e até mesmo encontrar uma nova fonte de renda.”
Durante a pandemia e no pós-pandemia outro grande fator que preocupou órgãos nacionais e internacionais de saúde foi a saúde mental e o aumento de casos de depressão, esgotamento e burnout. O número de instituições que lançaram programas com intuito de oferecer suporte nesse sentido é extenso no Brasil. O fortalecimento emocional foi mote para a UNICEF e a ASEC Brasil criarem seu próprio programa dedicado a cuidar da saúde de jovens brasileiros que de em algum nível foram assolados por esse mal coletivo pós-pandêmico. Conteúdos digitais em formato de videoaula, podcast e textos digitais foram as principais mídias que compuseram o programa lançado pelas duas instituições.
https://www.compactor.com.br/compactor-play/
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