O governador Rafael Fonteles anunciou que a contrapartida do Estado do Piauí vai elevar para R$ 737 milhões o valor a ser investido no fortalecimento da agricultura familiar no estado nos próximos três anos. O valor vai se somar aos R$ 600 milhões que serão liberados pelo programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI), lançado nesta terça-feira (28), no Palácio de Karnak.
O programa será desenvolvido com empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Fida), que vão liberar, respectivamente, 100 milhões e 18 milhões de dólares (R$ 600 milhões).

“O Piauí Sustentável e Inclusivo é uma ampliação e um aprimoramento do que já foi o Viva Semiárido, um programa exitoso que melhorou a vida de milhares de famílias no Piauí, especialmente na região da Caatinga”, afirmou o governador.
Além disso, os financiamentos têm condições excepcionais, porque são recursos internacionais, muitas vezes subsidiados.
O maior benefício, no entanto, segundo Rafael, é o efeito econômico positivo. “O investimento vai impactar quem mais precisa: as famílias das comunidades rurais, dos municípios de menor IDH e com um viés, com uma preferência para mulheres, jovens e comunidades tradicionais”, pontuou o governador.

Serão beneficiadas sessenta mil famílias, cerca de 210 mil pessoas no campo de 138 municípios de menor IDH, em sete Territórios de Desenvolvimento do Estado: Chapada Vale do Itaim, Entre Rios, Serra da Capivara, Vale do Canindé, Vale do Rio Guaribas, Vale do Sambito e Vale dos Rios Piauí e Itaueira.
O investimento será em três vertentes. A primeira será segurança hídrica e saneamento rural, que será executada pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) e vai ser usada em obras de abastecimento de água, construção de cisternas, sistemas individuais simplificados de saneamento básico e passagens molhadas.
A terceira vertente será executada pela Secretaria de Planejamento, SAF, Semarh e Interpi e vai focar no desenvolvimento de estudos e disseminação de conhecimentos importantes para o setor.
Para garantir que os recursos sejam usados corretamente, o BID e o FIDA fiscalizam o cumprimento de metas, para ir liberando, aos poucos, o dinheiro. O Governo do Estado tem seis anos para aplicar o investimento, mas Rafael quer fazê-lo em três anos.

Nova operação de crédito
O governador anunciou que vai assinar outra operação de crédito, desta vez com o Banco Mundial, para contemplar os outros cinco territórios de desenvolvimento do estado que estão fora dessa fase do programa.
“Quando somar tudo, vamos ultrapassar R$ 1,2 bilhão de investimentos e, aí sim, atingiremos os 224 municípios, todos os territórios de desenvolvimento e todas as famílias da zona rural que precisam desse tipo de apoio”, concluiu o governador.
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