Segundo as informações do sargento Israel Rodrigues, ao constatar a situação, a equipe do BPA procedeu com o recolhimento dos animais, além da destruição das gaiolas utilizadas, transferindo-os para um alojamento mais adequado para o transporte até Teresina. O destino final seria o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), no Bioparque Zoobotânico.
“Após a gente concluir a ocorrência do macaco, a gente verificou na casa ao lado, no vizinho, algumas gaiolas e quando a gente foi lá abordar o proprietário da casa, a gente realmente verificou que ele tinha 10 gaiolas com 10 pássaros silvestres sem nenhuma autorização do IBAMA e nem do órgão competente. Então, já do lado da casa da denúncia do macaco, já verificamos outra ocorrência, outro crime ambiental, onde foi feita a apreensão das aves e foi feito outro TCO do vizinho lá dele também que também, que vai estar respondendo na justiça em relação a criação do animal silvestre”, explicou o sargento.
No Cetas, as aves serão submetidas a cuidados veterinários e permanecerão em quarentena para avaliação de sua reintrodução ao habitat natural, considerando que algumas delas apresentam incapacidade de voo.
“E a gente traz e deixa aqui nos Cetas também para ficar em quarentena, porque tem alguns pássaros que não conseguem nem voar. Eles precisam de um tempo em um viveiro maior para criar um pouquinho de força nas asas para poder voar e se alimentar sozinho na natureza”, acrescentou o sargento.