Em Paulistana, nesta quarta-feira (28), a Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) deu continuidade à série de lançamentos do Programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI), que abrangerá todos os sete territórios do semiárido piauiense. O lançamento voltado para o território Vale do Rio Itaim aconteceu no campus do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Paulistana. O próximo lançamento está agendado para o Território Vale do Rio Guaribas, em Picos, nesta quinta-feira (29), no auditório do Restaurante Gaudêncio, no bairro Catavento, às 8h.
Inicialmente, o programa foi lançado Territórios Serra da Capivara , em São Raimundo Nonato, e Vale dos Rios Piauí e Itaueira , em Floriano. Esta atividade marcou o início das ações do projeto, que é coordenado pela Secretaria do Planejamento e executado pela Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto de Terras do Piauí (Interpi).

A secretária da SAF, Rejane Tavares, destaca que este é um projeto crucial para ampliar as ações voltadas à agricultura familiar na região do semiárido e para melhorar a qualidade de vida da população.
“Contamos com todas as lideranças para que possamos realizar um trabalho exemplar, mostrando às organizações financiadoras que vale a pena investir na agricultura familiar, pois fazendo isso, estamos investindo na saúde, promovendo a alimentação rica e saudável”, ressaltou a gestora.

Para financiar o projeto, o Estado do Piauí assinou um contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo de Investimento para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA) no valor de US$ 118 milhões, com o Governo Estadual aportando recursos próprios no valor de US$ 29,5 milhões, totalizando US$ 147,5 milhões.
Em março, ocorrerão os eventos de lançamento no Território Vale do Rio Canindé, em Oeiras; Território Vale do Sambito, em Valença do Piauí; e Território Entre Rios, em Amarante.
PSI - Piauí Sustentável e Inclusivo
O projeto é estruturado em três componentes principais, além da Gestão de Projetos e Monitoramento. O primeiro componente foca em segurança hídrica e saneamento rural, visando aumentar a disponibilidade de água e melhorar o saneamento básico rural.
O segundo componente concentra-se em adaptação às mudanças climáticas e recuperação ambiental, promovendo planos de adaptação produtiva, transferência de tecnologias e fortalecimento de cooperativas.
O terceiro componente abrange capacitação, estudos técnicos e ambientais, além de experiências-piloto para inovação tecnológica em áreas rurais, visando fortalecer as capacidades no estado com treinamentos, promoção de intercâmbios, gestão do conhecimento e o monitoramento do projeto.

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