A prisão ocorreu após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.
A delegada Nathalia Figueiredo, responsável pela investigação, informou que a suspeita foi indiciada por feminicídio, caracterizado pela relação de parentesco e pela ocorrência em um contexto de violência doméstica ou familiar. "O fato da autora ser mulher não impede a prática do feminicídio. O que o crime exige é que a vítima seja do gênero mulher", explicou a delegada.
No dia do crime, testemunhas relataram à equipe da PM que as duas tinham um histórico de desavenças que se intensificou desde novembro do ano passado. Durante uma discussão, a suspeita se armou com uma faca e desferiu golpes na perna da vítima, que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
A vítima era dependente química e usava uma tornozeleira eletrônica devido a uma condenação anterior. Segundo familiares, ela já havia sofrido ameaças da prima e tentava evitar discussões, mas foi surpreendida durante o ataque.
A delegada Nathalia Figueiredo informou que o pedido de prisão foi fundamentado em contradições no depoimento da suspeita e no histórico de conflitos entre as duas. "As testemunhas relataram que a vítima estava de costas para a rua quando foi atacada", concluiu a delegada.