Cotidiano Brasil
Caso Vitória: laudo revela detalhes do assassinato da jovem de 17 anos
Vitória Regina de Souza não sofreu violência sexual e foi morta com três facadas
18/03/2025 19h09
Por: Fonte: Portal 121
Foto: Reprodução

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) não encontrou sinais de violência sexual em Vitória Regina de Sousa. Ainda, segundo a perícia, ela foi morta com três facadas. O documento pericial foi entregue para a Polícia Civil, que investiga o desaparecimento e assassinato da adolescente de 17 anos em Cajamar, Grande São Paulo.

"Exame da região genital/perineal sem lesões traumáticas de interesse médico legal", informa trecho do laudo da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) que analisou o corpo da vítima.

Antes do resultado do exame, a delegacia de Cajamar investigava se Vitoria havia sofrido algum tipo de abuso. De acordo com o laudo, a vítima apresentava cortes por faca no tórax, no pescoço e no rosto quando foi encontrada morta.

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Segundo os peritos, ela estava com álcool no sangue. Mas, nesse caso, pode caracterizar "um processo de fermentação característico da putrefação" do corpo. De todo modo, a polícia ainda apura se alguém a embriagou ou a dopou.

Desaparecimento e morte

Vitória desapareceu na noite de 26 de fevereiro após sair do trabalho num shopping e e pegar um ônibus a caminho de casa, em Cajamar. Seu cadáver foi encontrado no dia 5 de março numa área de mata. Estava nu e com a cabeça raspada. A arma do crime não foi encontrada.

Segundo a Polícia Civil, Maicol Sales dos Santos é o principal e único suspeito do crime até o momento. Ele foi detido no dia 8 de março. De acordo com a delegacia de Cajamar, o rapaz abordou, sequestrou e matou Vitória por vingança por não ter sido correspondido por ela. Para a investigação, Maicol pode ter agido sozinho.

Ele morava no bairro Ponunduva, onde também Vitória residia com a família. Segundo policiais, Maicol se comportava como um stalker (alguém que persegue e monitora a vítima obsessivamente).

A perícia feita no celular de Maicol identificou que ele visualizou uma foto postada por Vitória no ponto de ônibus no início da madrugada de 27 de fevereiro — cerca de 20 minutos antes de ela desembarcar no bairro onde morava. Para os investigadores, esse pode ser um indício de que ele a interceptou no trajeto até sua casa.

“A motivação é um segundo momento. O primeiro momento é colheita das provas, passando por isso, colocando as pessoas na cena do crime, mostrando que realmente são essas pessoas... aí nós vamos em busca da motivação: o que ocasionou essa morte tão violenta?”, havia dito o delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo, no dia 9 de março, ao Fantástico.
Um suspeito preso

Uma testemunha contou que viu o carro de Maicol perto do local onde a adolescente desapareceu, no ponto final do ônibus que ela desceu. O veículo foi apreendido, e um fio de cabelo encontrado dentro dele passará por exame de DNA para saber se é da vítima. O resultado ainda não ficou pronto.

Outra testemunha disse que tinha visto uma movimentação de pessoas na frente da casa de Maicol na madrugada de 27 fevereiro. Nesse período, Vitória caminhava a pé até sua residência. Ele morava a cerca de 2 km de distância da adolescente.

A polícia também investiga se há mais suspeitos envolvidos no crime. Mas até o momento só Maicol está sendo apontado como o responsável pelo crime.

A casa de Maicol fica a aproximadamente 5 km do local onde o corpo de Vitória foi encontrado por um cão farejador da Guarda Civil Municipal (GCM). O lugar onde a vítima estava tem a mesma distância para a casa onde ela morava com a família. A região fica na zona rural de Cajamar, com árvores, e é cortada por estradas de terra.

A equipe de reportagem tenta contatar a defesa de Maicol para comentar o assunto. Em outras ocasiões, seus advogados informaram à imprensa que só iriam se manifestar em momento oportuno.