Cotidiano Operação Escritura
Tabelião do cartório de São Pedro do Piauí é afastado acusado de falsificar documentos
De acordo com a Polícia Civil, o tabelião, juntamente com outras pessoas, participava de um grupo suspeito de envolvimento em fraudes documentais no setor imobiliário.
25/04/2025 20h13
Por: Fonte: SECON
Divulgação

O tabelião do Cartorário de São Pedro do Piauí, identificado como Wilson Barbosa Pereira, foi afastado por determinação da justiça. A decisão foi adotada no âmbito da investigação que desencadeou a Operação Escritura Limpa, deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), com apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e Corregedoria Extrajudicial do Tribunal de Justiça do Piauí, nesta sexta-feira (25). Ele será monitorado por tornozeleira eletrônica.

De acordo com a Polícia Civil, o tabelião, juntamente com outras pessoas, participava de um grupo suspeito de envolvimento em fraudes documentais no setor imobiliário.

Durante a ação foram cumpridos 06 mandados de busca e apreensão domiciliar e 04 mandados de prisão temporária em desfavor de indivíduos envolvidos em crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso e associação criminosa.

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Entre os presos estão uma corretora de imóveis, um despachante e dois compradores.

De acordo com o coordenador da FEISP, delegado Roni Silveira, uma imobiliária da capital formalizou uma denúncia afirmando que diversos terrenos localizados na zona leste de Teresina estavam sendo comercializados por terceiros sem o seu conhecimento ou consentimento.

“As investigações apontam que em diversas ocasiões os alvos identificados teriam participado direta ou indiretamente de vendas fraudulentas, muitas delas registradas com contratos irregulares e assinaturas suspeitas. A prática ilícita consistia na falsificação de documentos para viabilizar a transferência dos lotes a compradores que acreditavam estar adquirindo os imóveis de forma legítima”, explicou o delegado.

Diante da reiteração delitiva constatada ao longo da investigação, a Justiça determinou a imposição de medidas cautelares contra cinco investigados, com o objetivo de impedir a continuidade dessas condutas. As restrições aplicadas incluem: monitoração eletrônica, por meio do uso de tornozeleira para acompanhamento e localização dos investigados, suspensão do exercício de função pública e bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados, no montante de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD).