O Governo do Piauí vai marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). Por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) e de representantes de movimentos sociais do campo, o estado apresentará suas experiências e políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento sustentável.
A secretária da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, destaca que o Piauí possui iniciativas que podem servir de exemplo em debates globais sobre sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, tanto no âmbito das políticas públicas como nas experiências desenvolvidas por entidades do terceiro setor, citando iniciativas que unem produção agrícola, segurança hídrica e organização social, especialmente no semiárido piauiense, onde a atuação do estado, através do Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI), fortalece a produção com sustentabilidade ambiental.

“Temos a experiência do PSI, que fortalece o processo produtivo dos agricultores do semiárido, leva infraestrutura hídrica, com construção de cisternas, barragens subterrâneas e pequenas unidades de saneamento rural, além de tecnologias alternativas, como reuso de águas e biodigestores que garantem um processo produtivo sustentável com aproveitamento de todos os resíduos gerados na propriedade. Temos ainda o Pilares 2, que também tem foco no fortalecimento da produção em comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas, mulheres e jovens”, ressalta a secretária.
Piauienses na COP30
Entre as representações piauienses que estarão presentes na COP30 está o Movimento Camponês Popular (MCP), que atua em 14 estados brasileiros e reúne cerca de 300 famílias no Piauí, principalmente no sul do estado. O movimento deve levar cerca de 60 agricultores e agricultoras familiares piauienses para o evento em Belém.
A representante do MCP no Piauí, Elizângela Gonçalves, do município de Gilbués, detalha as pautas que o grupo levará à conferência. “Nós trabalhamos com a defesa das sementes crioulas para que possamos ter uma alimentação saudável, livre de transgenia e de todo tipo de agrotóxico que contamina a nossa saúde. E estaremos lá para fortalecer essa luta, juntar forças com outros movimentos e com o próprio governo, para que possamos fortalecer a defesa da vida e da comida limpa”, argumenta a integrante do MCP.
Elizângela acrescenta que a presença do movimento na COP30 será uma oportunidade de ampliar o diálogo e fortalecer as políticas públicas voltadas à agricultura familiar. “A finalidade é continuar mostrando a nossa força, levar a discussão, juntar com outros movimentos, fortalecer a luta em defesa da semente crioula, da alimentação saudável e reforçar com as famílias da agricultura familiar a busca por políticas públicas que garantam esses direitos”, finaliza a produtora.
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