O governo dos Estados Unidos confirmou que passará a impor, a partir desta segunda-feira (13), um bloqueio total a todos os portos iranianos. A medida unilateral foi anunciada pelo presidente Donald Trump após o colapso das negociações diplomáticas realizadas no Paquistão. Segundo a Casa Branca, a decisão é uma resposta direta à recusa de Teerã em interromper seu programa nuclear, agravando um cenário de guerra regional que já deixou mais de 6.000 mortos.
O bloqueio, que entrou em vigor às 11h (horário de Brasília), visa impedir a entrada e saída de qualquer embarcação em território iraniano. Em comunicado, o Comando Central dos EUA esclareceu que navios de carga que não tenham o Irã como origem ou destino terão passagem autorizada, mas a fiscalização será rigorosa. Trump também mencionou que conta com o apoio de aliados, como o Reino Unido, para operações de detecção de minas no Golfo.
A reação de Teerã foi imediata e agressiva. O Exército da República Islâmica classificou a estratégia americana como "pirataria" e um ato flagrante de ilegalidade internacional. O governo iraniano advertiu que, caso a navegação seja de fato interrompida, nenhum porto na região do Golfo estará seguro contra represálias. O chanceler Abbas Araghchi atribuiu o fracasso do diálogo ao "maximalismo" dos EUA, afirmando que as partes estavam perto de um consenso antes da nova imposição.
O anúncio provocou um choque imediato na economia global. O preço do barril de petróleo Brent saltou mais de 7%, superando a barreira dos 100 dólares, enquanto o WTI registrou alta superior a 8%. Países como China e Espanha criticaram duramente a postura de Washington. O governo chinês pediu o restabelecimento da livre navegação no Estreito de Ormuz, enquanto a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, classificou a medida como "sem sentido".
Enquanto o impasse naval se consolida, os combates terrestres e aéreos continuam a castigar a região. No Líbano, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, que respondeu com ataques no sul do país, resultando em novas mortes em Maaraub. Embora um cessar-fogo temporário esteja em vigor até o dia 22 de abril, a manutenção da trégua é considerada improvável diante da nova ofensiva econômica e militar dos Estados Unidos contra o eixo iraniano.
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