A manhã desta quarta-feira (15) começou com uma megaoperação da Polícia Federal. Os cantores de funk MC Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador digital Chrys Dias, foram presos temporariamente. Eles são investigados por integrar uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, com ramificações no Brasil e no exterior.
De acordo com as investigações da PF, o grupo utilizava um sistema sofisticado para a ocultação de bens, fazendo uso de criptoativos e grandes quantias em espécie para dissimular a origem do dinheiro. O volume financeiro rastreado pelas autoridades impressiona: estima-se que o esquema tenha movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.
Cerca de 200 agentes federais foram mobilizados para cumprir 90 mandados judiciais, que incluem prisões e buscas e apreensões. A operação se estende por São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições societárias dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Até o momento, veículos de luxo, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados para dar continuidade ao inquérito.
Em nota oficial, a defesa de MC Poze do Rodo declarou que ainda não teve acesso aos autos do processo ou ao teor específico do mandado de prisão. Os advogados ressaltaram que, assim que tomarem conhecimento dos detalhes, se manifestarão perante o Poder Judiciário para buscar a liberdade do artista e prestar os devidos esclarecimentos.
Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa. As investigações seguem em curso para identificar outros possíveis beneficiários do esquema.