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Após STJ soltar, PF pede prisão de MCs e Choquei

Polícia aponta risco à ordem e destruição de provas

23/04/2026 12h45 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Fonte: G1
Foto: Internet
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A Polícia Federal (PF) solicitou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira (criador da página Choquei) e de outros alvos de uma investigação sobre lavagem de dinheiro. O pedido ocorre logo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter concedido habeas corpus aos suspeitos.

De acordo com as apurações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. O esquema complexo de lavagem de capitais envolveria o uso de plataformas de apostas ilegais (bets), rifas clandestinas na internet e ligação com o tráfico internacional de drogas. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados teriam utilizado empresas de fachada, testas de ferro ("laranjas"), mercado de criptomoedas e remessas irregulares ao exterior.

Os influenciadores e artistas haviam sido presos temporariamente no último dia 15, durante a deflagração da operação da PF. Contudo, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, concedeu habeas corpus e considerou ilegal a decretação da prisão temporária por 30 dias. A justificativa do magistrado baseou-se no fato de que a própria Polícia Federal havia solicitado um prazo inicial de apenas cinco dias, período que já se encontrava esgotado.

Agora, com o avanço da análise das provas apreendidas — que incluem celulares, computadores, documentos e históricos financeiros —, a Polícia Federal avalia ter reunido elementos suficientes para justificar a conversão em prisão preventiva.

A corporação argumenta que a detenção por tempo indeterminado é necessária para garantir a ordem pública, dada a gravidade das acusações e o volume bilionário de recursos. A PF também destacou o risco iminente de continuidade das atividades ilícitas e a possibilidade de interferência direta na investigação, alertando para o perigo de destruição de provas ou de um alinhamento de versões entre os investigados que foram soltos.

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