Cotidiano Teresina
Jornalista denuncia agressões e cárcere privado cometido por PM em Teresina
Agressões ocorreram durante processo de separação do casal
27/04/2026 10h14 Atualizada há 6 meses atrás
Por:
Foto: reprodução

 A jornalista Jordânia Carvalho denunciou ter sido vítima de uma série de agressões físicas, ameaças e cárcere privado no último domingo (26), em Teresina. O principal suspeito é seu companheiro, o policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva. O casal vivia junto há cerca de seis meses e estava em processo de separação.

Segundo a vítima, a violência começou na manhã de domingo, logo após ela preparar o café. Jordânia relata que foi estrangulada, teve a cabeça batida contra o chão e paredes, e sofreu tentativas de imobilização forçada. Em um dos momentos mais graves, ela afirma que o agressor a pressionou contra o sofá até que ela perdesse o controle de suas necessidades fisiológicas.

A jornalista também relatou tentativas de abuso e momentos em que foi arrastada para o banheiro e mantida sob o chuveiro contra sua vontade. Para se defender, ela tentou atingir o rosto do agressor e utilizou objetos próximos, como um carregador de celular.

Continua após a publicidade

O relato aponta que o policial utilizou sua arma de fogo para fazer ameaças de morte contra a jornalista e contra si mesmo. Durante a tarde, Jordânia foi mantida trancada no banheiro, enquanto o agressor manipulava munições e afirmava que nada aconteceria contra ele.

Mesmo com o celular e as chaves jogados no cômodo pelo agressor, a porta permanecia trancada por fora, impedindo sua saída. A vítima só conseguiu pedir socorro a familiares e grupos de trabalho durante a noite, além de acionar o 190.

A jornalista permaneceu presa no imóvel até a chegada de uma equipe policial. Somente com a presença das autoridades o agressor abriu a porta. Enquanto a vítima era retirada do local para receber assistência, o suspeito permaneceu na residência e interagiu com os agentes.

O caso agora segue para investigação das autoridades competentes, que devem apurar o histórico de violência verbal e psicológica relatado pela vítima, além dos crimes de agressão e cárcere privado ocorridos no último domingo.