A insegurança tem ditado o ritmo de trabalho dos comerciantes no Centro de Teresina. Em um intervalo de apenas três dias, entre 27 e 29 de abril, uma única loja de eletrônicos foi alvo de criminosos por duas vezes. O prejuízo acumulado, segundo a gerência, já ultrapassa os R$ 15 mil.
O gerente do estabelecimento, Wellington Santoz, relatou que no segundo ataque os suspeitos levaram dinheiro e equipamentos de som. Câmeras de monitoramento registraram as ações, e os rostos já seriam conhecidos por outros delitos na região.
Reincidência assusta empreendedores
Natural de Maceió e residente na capital piauiense há quatro anos, Wellington expressou desânimo com a frequência dos crimes. Somente no primeiro semestre de 2026, esta unidade foi invadida três vezes.
“Só essa unidade já foi invadida três vezes. Em outra loja, foi a segunda. Está muito difícil manter o negócio”, desabafou o gerente.
Em um dos episódios, Wellington chegou a flagrar os criminosos após receber um alerta em seu celular, mas os suspeitos conseguiram fugir a pé.
Vizinhos também são alvos
A criminalidade não escolhe segmentos. No dia 27 de abril, os mesmos suspeitos que tentaram arrombar a loja de Wellington invadiram uma lanchonete vizinha. O proprietário, Edigar Clementino, que trabalha no local há 28 anos, lamenta a impunidade.
• Itens furtados: Micro-ondas e dinheiro.
• Danos materiais: Portas e estruturas quebradas.
• Situação jurídica: Boletins de ocorrência registrados, mas sem prisões até o momento.
“São os mesmos rostos que aparecem nas câmeras”, afirmou Edigar, reforçando que o custo do reparo estrutural é mais um peso no orçamento já apertado.
Falta de Resposta das Autoridades
Os comerciantes da região central reivindicam reforço imediato no policiamento ostensivo, especialmente durante a madrugada.
Até o fechamento desta reportagem, o 1º Batalhão da Polícia Militar não havia se pronunciado sobre as ocorrências ou sobre possíveis novas estratégias de segurança para o bairro. O espaço segue aberto para posicionamento.