Cotidiano Polícia
Ex-jogador 'Titela' é preso suspeito de homicídio em Teresina
Crime ocorreu em março deste ano na zona Norte da capital
24/06/2026 12h32
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Foto: reprodução

O ex-jogador de futebol amador Mariton, conhecido popularmente como "Titela", foi preso na manhã desta quarta-feira (24) em Teresina. Ele é apontado como suspeito de envolvimento no assassinato de Anderson Barroso da Silva, ocorrido no dia 5 de março deste ano, na Vila Mocambinho I, zona Norte da capital.

A prisão temporária foi efetuada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também realizou um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no bairro Água Mineral. A polícia trabalha com a hipótese de participação direta ou indireta de Mariton no crime.

De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Genival Vilela, a vítima estava com um grupo de amigos quando um veículo se aproximou. Um dos ocupantes desceu do carro e efetuou vários disparos de arma de fogo. Anderson tentou fugir, mas foi atingido, socorrido e encaminhado ao hospital, onde não resistiu aos ferimentos.

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O avanço das investigações permitiu identificar o automóvel utilizado no dia do homicídio. Segundo o DHPP, os elementos colhidos comprovam que o veículo estava sob a posse do ex-jogador amador no período do crime.

Durante o interrogatório, Mariton chegou a ensaiar uma justificativa, alegando que havia alugado o automóvel, mas foi orientado por seu advogado a permanecer em silêncio. O suspeito não esclareceu as circunstâncias de como adquiriu o veículo ou de que forma ele foi utilizado na ação criminosa.

A polícia também revelou que a vítima era irmão de Alison Negão, um homem bastante conhecido pelas forças de segurança da região da Vila Mocambinho e que está preso há mais de três anos por homicídios comprovados.

Além disso, o próprio Mariton já havia sido alvo de investigações anteriores por suspeita de envolvimento em outro assassinato, embora a participação dele não tenha sido comprovada na época. A principal linha investigativa do DHPP aponta que a motivação do crime esteja ligada à atuação de facções criminosas na região, apesar de a família da vítima negar o envolvimento de Anderson com esses grupos.