Cotidiano Polícia
Polícia Civil indicia prefeito de Pio IX por exploração sexual de menores
Ex-funcionário denunciou esquema de aliciamento de menores na prefeitura
20/07/2026 16h37
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Foto: Reprodução

O prefeito de Pio IX, Silas Noronha (PSD), foi oficialmente indiciado pela Polícia Civil do Piauí. O gestor municipal responderá pelos crimes de favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de crianças e adolescentes, além de ameaça e peculato. O inquérito foi conduzido e concluído pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Além do prefeito, Francisco Liedson e Samuel Noronha também foram indiciados por envolvimento direto no caso. O espaço jornalístico segue aberto para manifestações e esclarecimentos por parte das defesas de todos os citados no processo.

As investigações contra Silas Noronha começaram após denúncias feitas por Francisco Liedson, ex-funcionário da prefeitura. Em vídeos publicados nas redes sociais, Liedson afirmou ter sido contratado para aliciar adolescentes para o prefeito em troca de um salário fixo. O relato deu origem à investigação da Polícia Civil.

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De acordo com o depoimento, Liedson trabalhou na campanha de reeleição de Silas Noronha em 2024 sob a promessa de um cargo público. Após o pleito, ele alegou que passou a receber um salário mínimo, somado a um auxílio de R$ 500, para organizar os encontros. Conforme o inquérito, adolescentes de 13 e 14 anos eram as principais vítimas do esquema.

O caso gerou forte repercussão na região e, em abril deste ano, o prefeito Silas Noronha e seu sobrinho, Samuel Noronha, chegaram a ser presos temporariamente. Ambos conseguiram a liberdade posteriormente por decisão da Justiça. Apesar de ter retornado ao cargo no Executivo, o prefeito continua submetido a medidas cautelares rigorosas, como a proibição de manter contato com qualquer testemunha do caso.

O escândalo também provocou abalos na gestão municipal. Em maio, o então secretário de Agricultura de Pio IX, Márcio Tércio Alencar, pediu exoneração do cargo após descobrir que uma pessoa de sua própria família estava entre as vítimas mencionadas na investigação.

Com o indiciamento concluído pela DPCA, o relatório final do inquérito será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). O órgão será o responsável por analisar detalhadamente todas as provas reunidas pela Polícia Civil para tomar as devidas providências jurídicas.

A expectativa é de que o Ministério Público se manifeste em um prazo de aproximadamente 15 dias. O órgão poderá seguir três caminhos: oferecer a denúncia formal à Justiça, solicitar novas diligências policiais ou requerer o arquivamento definitivo da investigação.