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A eleição ainda não terminou, mas outra disputa já movimenta a Câmara de Teresina
Vereadores se preparam para definir o destino de milhões em emendas parlamentares no orçamento de 2027
22/10/2026 09h07 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Alessandra Fonseca
A eleição ainda não terminou, mas outra disputa já movimenta a Câmara de Teresina

A disputa eleitoral ainda não chegou ao fim, mas outra movimentação, menos visível ao eleitor e igualmente importante para o exercício do poder, já ocupa a Câmara Municipal de Teresina, a definição dos recursos que cada vereador poderá direcionar no orçamento da capital em 2027.

O debate, no entanto, não acompanhou o calendário inicialmente previsto. Presidente da Comissão de Finanças e relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o vereador Joaquim do Arroz (PT) confirmou mudanças na tramitação da proposta. Segundo ele, o envolvimento dos parlamentares com o processo eleitoral acabou comprometendo o ritmo das discussões.

O novo cronograma prevê um seminário técnico nesta sexta-feira (23), realizado em conjunto pela Câmara e pela Prefeitura de Teresina. O prazo para apresentação de emendas, inicialmente previsto para terminar nesta semana, foi estendido até terça-feira (27). A audiência pública ficou marcada para 3 de novembro.

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Há, porém, uma etapa sem previsão, a conclusão do relatório e sua votação em plenário. Além dos efeitos da campanha eleitoral, questões jurídicas relacionadas aos valores das emendas parlamentares também pesaram na necessidade de reorganizar os prazos.

Cada vereador poderá indicar R$ 2,2 milhões, divididos igualmente entre a saúde, que receberá R$ 1,1 milhão, e outras áreas e projetos, com o mesmo montante.

É justamente nesse ponto que a discussão orçamentária ultrapassa os aspectos técnicos. As emendas permitem aos parlamentares participar diretamente da definição de investimentos e responder a demandas de comunidades que integram suas bases de representação.

Na prática, o orçamento também revela prioridades políticas. Afinal, a distribuição dos recursos ajuda a mostrar quais demandas encontram espaço nas decisões do poder público.

Enquanto as atenções permanecem voltadas para as urnas, a Câmara começa a discutir uma disputa de consequências mais duradouras. Não mais a conquista do voto, mas a definição de onde o dinheiro público será aplicado.