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Washington Bandeira no Karnak? A sucessão entra no radar
Nada mudou, ainda, mas a possibilidadejá é suficiente para colocar a sucessão estadual no centro das conversas
26/10/2026 22h23
Por: Alessandra Fonseca
Washington Bandeira / Crédido: Ascom/Alepi

A eleição terminou, mas uma nova movimentação política já começa a ganhar espaço no Piauí. A possibilidade de o governador reeleito Rafael Fonteles (PT) assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Lula colocou o vice-governador eleito Washington Bandeira (PT) no centro das atenções.

Nesta segunda-feira (26), Washington afirmou estar preparado para assumir o comando do Estado, caso Rafael deixe o Palácio de Karnak para integrar o governo federal. Apesar da disposição, tratou o assunto com cautela e ressaltou que ainda não existe uma definição.

“Eu estou pronto para todas as missões que o povo do Piauí me confiar”, declarou.

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A declaração tem peso político

Washington não se apresenta como candidato à sucessão, mas deixa claro que está disposto a assumir uma responsabilidade maior. E não se trata de qualquer cenário. Rafael acaba de conquistar uma reeleição expressiva e ganhou projeção nacional após participar diretamente da campanha de Lula no segundo turno.

O nome do governador passou a circular entre os possíveis integrantes da equipe econômica do presidente. A experiência à frente da Secretaria da Fazenda do Piauí e a relação de confiança com Lula ajudam a explicar a movimentação.

Há, no entanto, um detalhe importante nessa equação. O próprio Rafael afirmou, em entrevista à GloboNews, que, até então, não conversou com Lula sobre qualquer cargo e que pretende permanecer no governo do Piauí.

Não é apenas a escolha de um ministro. Uma eventual saída de Rafael anteciparia uma mudança no comando do Estado e colocaria Washington à frente de uma administração que recebeu ampla aprovação nas urnas.

A proximidade política e pessoal entre os dois favorece a perspectiva de continuidade administrativa. Mas assumir o governo também significaria construir uma identidade própria, administrar expectativas e consolidar liderança diante da base aliada.

A questão, portanto, não é apenas saber se Washington Bandeira está preparado para governar. É saber se Rafael estaria disposto a abrir mão de um mandato recém-renovado para ocupar um espaço de destaque em Brasília.

Por enquanto, o governador diz que fica. Washington afirma que está pronto. E Lula ainda não anunciou qualquer decisão.

Nenhuma peça mudou de lugar. Mas a possibilidade de movimentação já é suficiente para colocar a sucessão estadual no centro das conversas.