O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), dois dias após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, que afirma ter recebido a confirmação de pessoas próximas à família Bolsonaro.
De acordo com a jornalista Isadora Teixeira, responsável pela publicação, a aeronave que transporta o parlamentar já estava em voo no início da tarde desta terça-feira.
A viagem ocorre em meio a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático do senador à Polícia Federal.
Ainda segundo o Metrópoles, Flávio não havia cumprido a determinação judicial até o momento da publicação da reportagem.
O paradeiro do senador passou a levantar questionamentos desde as primeiras horas desta terça-feira. A última comunicação conhecida ocorreu por volta das 8h, quando Flávio enviou uma mensagem ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial.
Na conversa, o parlamentar afirmou que estava "esfriando a cabeça", mas não esclareceu se havia deixado o território brasileiro.
Mais cedo, Marinho havia negado informações divulgadas pela imprensa argentina de que Flávio teria atravessado a fronteira para embarcar em um avião particular.
A determinação para a entrega dos passaportes está relacionada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
Antes da notícia sobre a viagem, Flávio havia contestado publicamente a medida judicial e afirmado que não pretendia deixar o país. Também declarou que entregaria os documentos e apresentaria sua defesa.
A saída do Brasil, noticiada pelo Metrópoles, acrescenta um novo elemento ao cenário político e jurídico enfrentado pelo senador após a derrota eleitoral.
Até a publicação da reportagem consultada, não havia confirmação oficial da Polícia Federal sobre o deslocamento nem esclarecimentos públicos do próprio Flávio Bolsonaro sobre a viagem.