O aguabranquense Daniel Soares Lopes, 34 anos, está entre os 15 advogados presos pela Polícia Federal na Operação Bússola. Daniel é ex-superintendente do INSS, cago que assumiu em Janeiro de 2019 após uma indicação dos deputados Flávio Nogueira e Flavio Nogueira Jr.
De acordo com a investigação “Daniel é a figura central de todo o esquema criminoso”, contando a ajuda de um amigo e “laranja” identificado como Alan Pereira da Silva” possível intermediário responsável por captar clientes e fazer ingerências com Daniel”. Alan Pereira da Silva também é aguabranquense, mas residente em Teresina.
A operação tem como objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes de benefícios previdenciários. Entre os alvos, estão advogados, servidores do INSS e intermediários. Ao todo, 39 pessoas envolvidas nas fraudes do INSS, destes 17 são advogados e 15 já estão presos e 02 foragidos. Além das prisões, a Justiça Federal também determinou o bloqueio das contas dos envolvidos, bem como a suspensão do exercício da função pública no caso dos servidores do INSS.
Daniel Soares Lopes, que não é filho natural de Água Branca, mas recebeu o título de cidadania aguabranquense em dezembro de 2016, já foi gerente da APS de Água Branca de 2012 a 2013. Bacharel em Direito com especialização em Direito Previdenciário, entrou para o quadro de servidores do INSS em 2010, na Agência da Previdência Social de Picos, onde ficou de 2010 a 2011; Ele também foi gerente da APS Teresina Sul, função que exerceu de 2013 a 2018.
Em matéria publicada pelo Canal 121, pouco antes de assumir a superintendência estadual Daniel disse que "iria dar continuidade à modernização e melhoria do atendimento do INSS no Piauí, sendo de nossa competência fazer valer no Estado as referidas políticas adotadas pelo governo como o INSS Digital, sempre com foco nos nossos segurados".
De acordo com a PF “a modernização organizada por Daniel” e a quadrilha envolvida nas fraudes gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 55,8 milhões ao INSS no Piauí.
Foram constatados 1.975 benefícios de aposentadoria por idade rural fraudados que já foram sacados. Além disso, foram suspensos 160 benefícios concedidos a pessoas fictícias (existentes apenas no papel) e a imediata revisão de 1.975 benefícios com indícios de fraude, medida que irá evitar um prejuízo estimado em R$ 623 milhões em fraudes da organização criminosa.
*Com informações do GP1: https://www.gp1.com.br/policia/noticia/2021/11/11/exclusivo-veja-lista-dos-15-advogados-presos-pela-pf-na-operacao-bussola-513775.html?highlight=44304
e Canal 121: https://www.canal121.com.br/noticia/8449/aguabranquense-e-indicado-para-a-superintendencia-do-inss-no-piaui/
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