Durante as investigações, a Comissão de Processo Administrativo ouviu sete testemunhas, incluindo os proprietários de estabelecimentos que funcionam como pontos de prostituição. Ambos confirmaram que o escrivão costumava frequentar esses locais utilizando uma viatura policial caracterizada.
Segundo depoimentos, o escrivão teria ido várias vezes com a viatura até a casa de uma das testemunhas, onde funciona um dos pontos de prostituição mencionados no processo, inclusive para fazer refeições. O veículo ficava estacionado próximo à residência, e em uma ocasião, outro policial teria ido ao local para realizar a troca da viatura.
A comissão concluiu que o escrivão cometeu infrações disciplinares proibidas pelo Estatuto da Polícia Civil do Piauí, incluindo praticar atos que comprometam a função policial e fazer uso indevido de veículo da repartição ao deslocar-se para uma casa de prostituição.
A decisão destacou que as provas reunidas demonstram que o servidor infringiu as proibições funcionais, utilizando a viatura policial de forma imprópria e comprometendo a imagem da Polícia Civil.
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