Além de agredir fisicamente, o médico impedia a mulher de trabalhar e de estudar, e quando ingeria bebida alcoólica, as ameaças e agressões se tornavam mais intensas.
“Você é uma vadia, quer trabalhar fazendo provador pra os machos, pensa que sou idiota. Pense que você vai, te mato antes. Já te avisei que você não trabalha, não estuda estando casada comigo. Quer que faça pior do que já fiz pra você aprender? Te dou 5 mil por mês pra você viver dedicada somente a mim, e assim vai continuar sendo. Deu pra entender?”, disse o médico em uma conversa com a esposa.
Em outro trecho, ele reforça: “E já lhe avisei não trabalha, não estuda, não faz nada que eu não deixe. entenda que eu te amo só faço isso pelo nosso bem. Perco a cabeça quando você fala em trabalhar…”.
“Jamais imaginei passar por essa situação, ser exposta dessa maneira, como vítima de agressão. Hoje me sinto mais segura, com a justiça sendo feita, só quero que isso acabe logo, para que eu siga minha vida”, declara a estudante Danúbia Carla Rodrigues de Moura.
De acordo com o delegado Ilamilton Simplício, que conduz as investigações, a agressão aconteceu logo após o casal sair de uma audiência no Fórum da Comarca de Piancó para tratar sobre o divórcio.
Ao deixar o prédio da Justiça, a mulher estava de carro indo para Itaporanga quando foi alcançada pelo agressor que pediu que a vítima encostasse o carro e a agrediu com puxões no cabelo e socos.
A Justiça decretou a prisão do médico. O profissional foi detido enquanto trabalhava em um consultório na cidade de Conceição.
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