Cotidiano Piauí

Irmãos não morreram envenenados por cajus no Piauí; juíza manda soltar vizinha

Lucélia Maria até então era a principal suspeita de envenenar os irmãos João Miguel Silva e Ulisses Gabriel da Silva, de 7 e 8 anos, que morreram no ano passado.

13/01/2025 19h58
Por: Fonte: Portal 121
Divulgação
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A juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, na manhã desta segunda-feira (13), determinou a soltura de Lucélia Maria da Conceição Silva, de 52 anos, acusada de envenenar os irmãos João Miguel Silva e Ulisses Gabriel da Silva, de 7 e 8 anos, que morreram no ano passado. Ela estava presa há quase cinco meses na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima, em Teresina.

A decisão determinando que Lucélia fosse posta em liberdade saiu após um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), feito cinco meses depois da morte dos meninos, descartar a presença de veneno nos cajus que teriam sido entregues a eles pela vizinha.

O resultado saiu um dia depois que Francisco de Assis Pereira da Costa, padrasto da mãe das crianças, foi preso como principal suspeito de envenenar um baião de dois comido por quase toda a família em um almoço no primeiro dia deste ano, que resultou na morte de quatro pessoas.

Para a imprensa, o advogado de defesa de Lucélia, Sammai Cavalcante, explicou que a liberdade provisória foi solicitada pela defesa e pelo Ministério Público do Estado do Piauí, após um laudo pericial atestar que não foi encontrado veneno nos cajus consumidos pelas crianças. A tese inicial da polícia era de que Lucélia teria dado frutas envenenadas para os pequenos vizinhos.

João Miguel Silva e Ulisses Gabriel da Silva eram filhos de Francisca Maria da Silva, que morreu envenenada com mais dois filhos e um irmão no início deste ano, após comerem um arroz envenenado em casa, em Parnaíba.

O principal suspeito do envenenamento é Francisco de Assis Pereira da Costa, padrasto de Francisca, que morava na mesma residência.

Populares incendiaram casa da vizinha

Após as crianças serem internadas e Lucélia ser apontada como culpada, populares decidiram fazer justiça com a próprias mãos e incendiaram a casa dela. A equipe do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência também identificou que o imóvel tinha sinais de arrombamento

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