Cotidiano Teresina

Alvo de apreensão milionária, escritório de contabilidade sofre nova ação da PF

Ação investiga grupo que fraudava licitações, lavava dinheiro e usava contratos para obter dados sigilosos

02/06/2026 09h36
Por:
Foto: reprodução/PF
Foto: reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (2), a segunda fase da Operação Conectados. O alvo principal foi, mais uma vez, um escritório de contabilidade localizado na Rua Honório Parentes, na zona Leste de Teresina (PI). Ao todo, os agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão na capital e na cidade de Oeiras, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, que contam com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), o grupo criminoso firmava contratos de assessoria com prefeituras piauienses. A partir dessa posição, os suspeitos obtinham informações privilegiadas para manipular processos licitatórios e favorecer empresas ligadas ao esquema, ocultando os verdadeiros beneficiários dos recursos públicos.

Durante as diligências desta terça-feira, as equipes deixaram o prédio levando malotes com documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada.

A PF informou que a nova ofensiva foi motivada pela análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação. Os dados revelaram que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente investigados, apontando para a atuação de um grupo criminoso altamente estruturado. O objetivo agora é definir a função de cada membro, rastrear o caminho do dinheiro e frear a continuidade dos crimes.

Histórico milionário e defesas

O escritório alvo das buscas tem como sócio o ex-vereador e atual superintendente de Desenvolvimento Norte da Prefeitura de Teresina, Alan Brandão. O local já havia sido vasculhado na primeira fase da operação, em maio de 2024, quando a PF encontrou R$ 1,6 milhão em espécie guardados no prédio.

Na época da primeira apreensão, Brandão se defendeu alegando que a quantia era fruto de 10 anos de trabalho e representava o patrimônio de sua família. Sobre a ação desta terça-feira, a assessoria do superintendente informou que a operação atual não tem ligação com ele e que um posicionamento oficial será divulgado em breve.

Os investigados no esquema poderão responder na Justiça pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam surgir com o aprofundamento das apurações.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias