Cotidiano Barras

Homem é condenado a 14 anos por assassinar amigo em cachoeira no Piauí

Vítima foi jogada viva em cachoeira e laudo atestou afogamento

08/06/2026 15h39
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Foto: reprodução
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A Justiça do Piauí condenou a 14 anos de prisão o homem acusado de assassinar de forma brutal Manoel Alves Pereira Filho, em fevereiro de 2023, na zona rural do município de Barras, no Norte do Estado. A sentença contra Diego Amancio da Silva foi proferida na última terça-feira (2) e divulgada pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). O crime, que chocou a região, foi marcado pela crueldade: a vítima foi agredida com uma pedrada, teve a garganta cortada e foi jogada nas águas da Cachoeira do Barro.

Segundo o delegado Ayslan Magalhães, que esteve à frente das investigações na época, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi determinante para entender a dinâmica e a gravidade do assassinato. O documento apontou que a causa oficial da morte de Manoel foi afogamento, o que comprova que ele ainda estava vivo ao ser arremessado na água. O Ministério Público argumentou no julgamento que Diego agiu com emprego de meio cruel, utilizando recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, e destacou que o local isolado inviabilizou qualquer chance de socorro, favorecendo a fuga.

A resolução do caso contou com um detalhe crucial que ajudou a incriminar o autor. Momentos antes do homicídio, Manoel tirou uma foto ao lado de Diego e tentou enviar para uma amiga. Como a cachoeira ficava em uma área sem sinal de telefonia, a mensagem ficou retida no aparelho. Após o assassinato, Diego fugiu levando os pertences da vítima, incluindo o celular. Assim que ele entrou em uma área com cobertura de rede, a foto foi enviada automaticamente, ligando-o definitivamente à cena do crime.

Além da violência do ato, o condenado demonstrou frieza. De acordo com o MPPI, logo após a morte de Manoel, Diego alterou a foto de perfil do aplicativo de mensagens da vítima e ainda tentou vender uma caixa térmica que estava entre os bens furtados.

A impunidade durou pouco. A prisão de Diego ocorreu pouco mais de um mês após o crime, em 28 de março de 2023, na capital Teresina. Na ocasião, ele confessou o assassinato aos policiais, alegando que ambos consumiam bebidas alcoólicas antes de se desentenderem. O condenado, no entanto, nunca detalhou o real motivo da discussão que terminou em tragédia.

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