Política 6x1

Fim da escala 6x1: “Mudança já deveria ter acontecido há muito tempo”, diz Marcelo Castro

Defensor da jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, senador destaca que a medida acompanha as transformações da sociedade e representa um avanço nas relações de trabalho no Brasil

15/10/2026 09h52 Atualizada há 10 horas atrás
Por: Redação
Fim da escala 6x1: “Mudança já deveria ter acontecido há muito tempo”, diz Marcelo Castro

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), a proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1, substituindo o modelo de seis dias de trabalho e apenas um de descanso pela escala 5x2. Defensor da mudança, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) comemorou o resultado da votação e destacou a importância da medida para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores brasileiros.

“Essa é uma mudança que já deveria ter acontecido há muito tempo. O Brasil mudou, a sociedade evoluiu, a tecnologia avançou e não podemos continuar presos a um modelo de trabalho que já não corresponde à realidade do nosso país. Estamos dando um passo importante para construir relações de trabalho mais justas, modernas e humanas”, afirmou Marcelo Castro.

A PEC 221/2019 prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. Durante a discussão da proposta no Senado, o senador defendeu que a redução da escala é uma necessidade diante das transformações econômicas, sociais e culturais do país. Para ele, os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade permitem reorganizar as jornadas de trabalho sem deixar de considerar as necessidades do setor produtivo.

Marcelo Castro também ressaltou que a mudança representa mais tempo para o convívio familiar, o descanso, o lazer e os cuidados com a saúde. “O trabalhador precisa ter tempo para viver, cuidar da família, acompanhar o crescimento dos filhos e descansar. Não podemos aceitar que uma pessoa passe praticamente toda a sua vida trabalhando e tenha apenas um dia por semana para resolver todas as suas necessidades pessoais e familiares”, destacou.

O senador lembrou ainda que a legislação trabalhista precisa acompanhar a evolução da sociedade e reforçou que a proposta busca proteger especialmente os trabalhadores que têm menor poder de negociação nas relações de emprego.

“É papel do Congresso Nacional proteger o elo mais fraco da cadeia produtiva, que é o trabalhador. O desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com o desenvolvimento social. O fim da escala 6x1 é um avanço nessa direção”, concluiu Marcelo Castro.

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