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“Não somos pobres nem coitados”, diz Gil do Vigor ao rebater preconceitos contra o Nordeste

Economista e ex-BBB destaca avanços na educação, na ciência e na pesquisa e cobra reconhecimento das conquistas nordestinas

24/10/2026 10h39 Atualizada há 59 minutos atrás
Por: Alessandra Fonseca
Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

O economista Gil do Vigor, que ganhou projeção nacional após participar do Big Brother Brasil (BBB) e conquistou o título de PhD em Economia, fez uma defesa contundente do Nordeste e criticou a maneira como a região é frequentemente retratada no debate público neste sábado (24) em suas redes sociais. Nordestino, ele destacou o potencial da população, os avanços na educação e a produção científica que, segundo ele, ainda recebem pouca visibilidade.

“Quando quem não conhece o Nordeste vai falar sobre a gente, sempre coloca a gente num lugar de pobreza, de sofrimento, de um povo que precisa de ajuda. Você conhece o nosso Nordeste por acaso para poder falar?”, questionou.

Gil reconheceu que a região ainda enfrenta problemas sociais e econômicos, mas ressaltou que a pobreza e a desigualdade não são exclusivas do Nordeste. Para ele, reduzir a identidade nordestina às dificuldades significa ignorar décadas de conquistas.

Entre os exemplos citados, o economista destacou a expansão das universidades federais para cidades do interior, que ampliou o acesso ao ensino superior para jovens do sertão, filhos de agricultores e trabalhadores de famílias de baixa renda.

O ex-BBB também chamou atenção para o desempenho de estudantes nordestinos em redações e olimpíadas científicas, apontando a capacidade da região de produzir conhecimento, pesquisa e tecnologia com reconhecimento internacional.

“E por que não fala das conquistas?”, provocou.

Ao encerrar a manifestação, Gil defendeu uma mudança na forma como o Nordeste é visto pelo restante do país. Segundo ele, reconhecer os desafios da região não pode significar desconsiderar sua força econômica, intelectual e cultural.

“A gente quer ser reconhecido pelo nosso poder. Queremos ser reconhecidos como um povo que trabalha, que estuda, que desenvolve. Não sempre nesse lugar de ‘pobre e coitado’. Porque não somos pobres nem coitados. Somos um povo batalhador e nós temos identidade”, afirmou.

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